segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Trabalho de História das Religiões

Enquanto a História é uma ciência humana que estuda o desenvolvimento do homem no tempo, analisando os processos históricos, personagens e fatos para poder compreender um determinado período histórico e cultural do mundo, ela tem como finalidade registrar os fatos culturais, sociais, através do processo de interpretação entender como os fatos ocorreram, fazendo um recorte da realidade. Sem interpretação não há história, quanto mais distantes estamos da fonte primaria, maior será o grau de comprometimento da interpretação.

Para os gregos a história é narrativa do que passou, enquanto para o cristianismo é detentor da memória da origem percussora da humanidade: a criação; o pecado; a encarnação; a ressurreição; a igreja como único caminho da salvação.

No ocidente a memória que interessa conservar é a dos mártires, dos santos, dos papas, dos reis, dos nobres, as ordens religiosas. A herança do iluminismo possibilitou escrever sobre o passado a partir de registros, principalmente os escritos e os vestígios que permaneceram até os dias atuais, possibilitando assim efetivar a busca de sentidos para a história. O homem sempre teve a preocupação de estabelecer a “verdade sobre passado”

  A religião, por sua vez, é um caminho que nos liga a uma entidade espiritual “Deus” através das manifestações históricas, símbolos, mitos. A expansão atlântica e a expansão do cristianismo junto com a  aplicação do conceito ajudou a  designar crenças e rituais dos povos desconhecidos. Sempre ocorreu um debate entre a religião verdadeira e a falsa religião. Portanto, não há uma definição de religião universalmente aceita, até hoje.

            A religião, é uma  atividade universal, conhecida pela humanidade, praticada por todas as culturas desde o início dos tempos que nos parece ter surgido do desejo de encontrar um significado e propósito definitivos para a vida, geralmente centrado na crença e no ritual a um ser (ou seres) sobrenatural. Também existe a exploração comercial, tendo como símbolo o nome de religião, que nos dias de hoje é comum. Na maioria das religiões, os devotos tentam honrar e/ou influenciar seu deus ou deuses através de preces, sacrifícios e a sacralização de animais ou comportamento adequado. 

             Algumas pessoas poderiam incluir tais crenças em uma definição moderna de religião como “qualquer coisa a qual oferecem devoção absoluta”; contudo, tais crenças normalmente não incluem o máximo qualquer referência a um ser (ou seres), deus (ou deuses) sobrenatural. Portanto, é melhor descrevê-las como ideologias e não religiões, embora possam compartilhar muitas características religiosas

            Embora qualquer religião normalmente afirme ter sido inspirada por “Deus”, é importante lembrar que todas elas começam e se desenvolvem em situações históricas, geográficas e culturais específicas que influenciam e moldam a forma tomada pela religião e pelos seus seguidores.

          O medo do desconhecido e a necessidade de dar sentido ao mundo que nos cerca levaram o homem à fundar diversos sistemas de crenças, cerimônias e cultos -- muitas vezes centrados na figura de um ente supremo que o ajudam a compreender o significado último de sua própria natureza. Mitos, superstições ou ritos mágicos que as sociedades primitivas teceram em torno de uma existência sobrenatural, inatingível pela razão, equivaleram à crença num ser superior e num desejo de comunhão com ele, nas primeiras formas de religião.

          Religião (do latim religio, cognato de religare, "ligar", "apertar", "atar", com referência a laços que unam o homem à divindade) é como o conjunto de relações teóricas e práticas estabelecidas entre os homens e uma potência superior, qual se rende culto individual ou coletivo, por seu caráter divino e sagrado. Assim, religião constitui um corpo organizado de crenças que ultrapassam a realidade da ordem natural e tem por objeto o sagrado ou sobrenatural, sobre o qual elabora sentimentos, pensamentos e ações.

   As formulações das academias européias e americanas seriam a história das religiões e o debate sobre o objeto e o método. A história da religião pode ser entendida como ciência da religião. É um debate sobre a categoria analítica de religião, é uma inserção na história cultural, que da sentido, às religiões  centralizadas na América. Em especial ao cristianismo impostos aos ameríndios, negando assim a religiosidade deles, desqualificando suas crenças e suas tradições. Os missionários não respeitaram essas crenças e tradições e consideravam os índios como vítimas do demônio, e se perguntavam por que Deus não havia salvo aqueles índios.
Durante o período do século XVI até o XXI, as crenças dos índios eram vistas como: lendas, estórias, idolatrias, superstições, crendices ou parte do folclore, pois, acreditavam não existir verdade nas crenças dos índios.

O reconhecimento da igualdade dos índios no tocante a religião, pôs fim a um período de silêncio. Para os historiadores das religiões do continente, esta mudança de posição supõe diversos níveis de atuação e intervenção. O primeiro seria a identificação da memória de rituais e crenças, recorrendo à localização de registro escrito, visual e de cultura material e oral. O segundo seria o estudo das análises da incorporação do conhecimento dessa memória religiosa.  O terceiro seria a preservação e utilização dessa mudança na educação de crianças e adolescentes como parte do patrimônio cultural deste continente. Já quarto seria junto como os povos indígenas e outros setores no esforço por incorporar essa memória no âmbito da sociedade e da política como componente imprescindível na construção de nossa identidade continental. 
Carvalho, Paula. artigo para obtenção de nota em história e religiões. 

Malaquias

"Mas sobre vós que temeis o meu nome nascerá o Sol da Justiça trazendo cura em suas asas...e converterá o coração dos pias aos filhos e dos filhos aos pais para que eu não venha e fira a terra com maldição".

Verdadeira Paz!

Certa vez um rei encomendou a dois famosos pintores um quadro cuja a temática era a paz. Além de garantir que compraria os dois quadros, o rei anunciou que daria um extra para o artista que melhor retratasse a paz.No tempo marcado, ambos trouxeram suas pinturas. A primeira retratava um lago sereno, espelhando altas e pacíficas montanhas à sua volta, encimado por um céu azul com nuvens brancas com algodão. Todos os que viram esse quadro acharam que ele era um perfeito retrato da paz.

O outro quadro também tinha montanhas, mas eram escarpadas e calvas. O céu, ameaçador, derramva chuva e relâmpagos. Da da montanha caía uma cachoeira espumante. Não parecia nada pacífica. Mas o rei, experimentado nas artes, olhou com vagar e viu ao lado da cachoeira um pequeno ninho numa fenda da rocha, Mamãe pássaro e seu filhote repousando em segurança. O rei escolheu a segunda pintura. Sabe por quê? "Porque paz", explicou o rei, " não siginifica estar num lugar onde não há barulho problema . Paz é um estado de espírito. É a capacidade de estar no meio disso tudo e ainda manter a calma do coração.